terça-feira, 19 de outubro de 2010

Um.


A raiva surge mais uma vez,

E ela sustenta,

Ela está guardada há muito tempo,

Essa é das antigas.

Mas agora vai ser diferente,

Porque foi através do sofrimento realmente sentido,

Que a ciência e consciência estão chegando.

E aí agora ela pode fazer algo.

Antes ela só sentia.

Hoje ela sente, percebe, dá nome e tenta mudar.

O seu crescimento é quase imperceptível,

Só quem conseguir olhar dentro dela, verá.

A tal da sensibilidade que poucos realmente têm.

Mas isso é muito pessoal.

Talvez seja melhor que não vejam,

Isso é uma vitória dela.

O momento é dela.

E sempre foi, mas agora ela toma posse disso.

O processo é longo.

A caminhada é extensa.

Só que ela não tem pressa, ou pensa pelo menos.

Ela se reconhece, sabe do que é capaz.

E está caminhando.

domingo, 17 de outubro de 2010

Eu.


Se algum dia você ler o que venho escrevendo,

Perceberá que está entre todos.

E ao mesmo tempo não está em nenhum.

Porque ando escrevendo sobre o meu momento,

Que por sorte sua está nele,

Mas não confie sempre.

Não se iluda.

Outros sentem a mesma coisa que você.

Porque quem faz sou eu.

13072007

Eita, que agonia era essa no meu peito?

Será que era vontade de saber de você?

Você me fez tão bem,

Que eu não suportei.

Eu não queria, foi sem querer.

Queria conseguir entender,

E ao mesmo tempo pra que entender?

E aí nesse momento eu vejo como me sentia,

Você estava pesando muito.

Queria conseguir acreditar em você.

Essa fantasia que nós vivemos,

Nunca virá a ser real.

Pois o que disponibilizamos para nós,

É uma presença fulgaz.

A despedida.


Tudo acabou.

Lágrimas ou risos?

Abraços ou tapas?

A indiferença ou carinho?

Tudo se misturou.

É a vontade de estar longe o suficiente,

De sua existência para que ela seja imperceptível.

E esse longe ainda é perto.

Porque infelizmente você ainda tem espaço.

É uma angústia esse desgarrar-se.

É preciso.

Apesar de todo o sentimento.

Cansei-me de você.

Não esqueça nada seu.

Já me basta ficar com as pequenas lembranças inúteis de nós.

sábado, 16 de outubro de 2010

Um aniversário animado.




É realmente, foi muito bom vê-las, e poder relembrar histórias. Conversar, conversar, conversar. E saber que vínculos estabelecidos há quase seis anos atrás, continuam firmes e fortes. E com muita vida a ser vivida. Peço desculpas, mas tenho que dizer que já tinha esquecido como era bom, ficar com vocês. E poder transformar um:Bom dia, tristeza em Boa noite, alegria. Demos gargalhadas fantásticas. Pois é essa noite, isso aconteceu. Vejo o nosso crescimento, de algumas mais aceleradas do que de outras. Mas todas unidas, por uma presença ou ausência, sempre sentida. Quando digo isso, quero dizer que mesmo longe ou perto, estamos sempre de olho umas nas outras, e com o mesmo sentimento, para que possamos sempre nos cuidar.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Um dia.


Um pedaço de manhã,
Uma tarde,
Uma dupla se ajudou.
Na noite,
O carinho girou.
Quatro seres se divertiram.
Estavam experimentando um momento feliz.
O gato no céu sorria para nós.
O riso, o sorriso não conseguia parar.
E assim foi...
E como no conto de fadas
A meia noite tudo terminou.
Todos se recolheram.
E voltaram para a dura realidade
A do viver.
Mas com a certeza,
de estarem mais leves.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

É isso aí


Mais uma noite.

Mais uma vez insônia.

Mais uma vez pensamentos a borbulhar.

E mais uma vez o peso secular.

As costas não aguentam.

Os miolos, os neurônios,

Tudo que estiver dentro,

Também não aguentam.

A vontade de gritar é constante,

Infelizmente não tem ouvidos que escutem.

A noite tudo acontece,

É nessa hora que ela bate.

Durante o dia,

A maldita esperança,

Vem com o raiar do dia,

E que não adianta em nada.

Porque os dias vão se passando,

Do mesmo jeito.

E assim a vida segue...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Sobre o amor.


Amo você.

Amo quando está comigo,

Porque assim estamos vivendo.

Amo quando está longe,

Porque posso então pensar em você.

Amo a tua essência.

Amo tudo o que está se criando.

Pra quem vê,

Ou quem se der o trabalho de ler,

Pode pensar numa pessoa talvez loucamente apaixonada,

E sem senso crítico.

E daí, pra que senso crítico?

A preocupação é no sofrer.

E será que não é isso que ela quer?

Ela quer amadurecer.

Quer aprender a cultivar o amor.

No inicio é assim ele se dá de forma confusa.

Agora, parece aos olhos de quem vê,

Que está sem controle.

Mas não está não importa o que a outra sinta,

E sim o que você sente.

Pode ser um toque egoísta,

Mas é para pensar que,

Quando amamos, compartilhamos almas...

Delegamos um poder ao outro que ele não tem.

E nunca vai ter.

Cria-se um ilusão,

Por exemplo, o poder de lhe fazer feliz,

Ninguém nunca conseguirá isso.

Você se fará feliz.

Parece duro, mas é a pura verdade.

Ame você, o outro.

E curta isso de forma leve.

Não conte com o outro nos seus planos,

Afinal de contas eles são seus.

Ao longo do tempo,

Se esse sentimento acontecer novamente,

Perceberão que a união de vocês,

Ficou igual a três.

A relação do eu, o outro e do nós,

Que conforme a disposição afetiva,

Será construída por vocês, e não por um.

Não se prenda, ame com responsabilidade.

E viva o que tiver de melhor para ser vivido.

domingo, 10 de outubro de 2010

Uma reflexão.

Hoje, lendo um blog de minha querida amiga, comecei a pensar na questão do Ser e Ter. É complexo, e consigo traz uma série de histórias culturais. Acho que é chegada a hora de pensar um pouco sobre. O que seria o Ser? Um conjunto de experiências e valores passados ao longo do tempo que lhe constroem enquanto sujeito. Então o Ter seria o que você busca algumas vezes de uma forma mal direcionada para ser considerado parte de uma sociedade. Perceba, está gritante aí a loucura da qual vivemos, vamos incessantemente atrás de um Ter, para legitimar o Ser. A doença se estabelece dessa forma. Hoje se precisa ter tanta coisa, as qualidades que nasciam com o sujeito, são apagadas, passam a ser objetificadas dando assim a possibilidade de se poder tudo, a confusão do podermos ser tudo. Ou pior até esconder um ser, aprisionando-o, e usar como você deve ser. E aí surge faça isso, faça assado, a sociedade espera isso. E você o que espera da sociedade, o que aguarda do mundo? Me conta eu queria poder escutar. Eu quero estar num mundo onde a essência é mais valorizada que a aparência. Queria ter certeza que sentimentos não tem preço ainda.

Nua e crua.


Um olhar.

Uma vontade.

Um não acreditar ser possível.


Um desejo brotando.

A loucura também.

O desespero.


A sedução alheia rompe

Com a indiferença do outro

O carinho que engana.


Impossível entender

Não tem nome.

É da ordem do inominável.


O desejo pulsa.

A realidade grita.

E o tempo leva.


...


Pra você, amiga.

Ô amiga, estou doida para agrupar palavras, lógico que as mais belas para você. E aí vai, espero que goste.

Ela é morena,
Ela têm um sorriso contagiante
Ela têm uma vida intensa.
Ela dorme muito
Ela acorda grogue
El adora café bem quente
Ela dá umas reclamadas matinais
O seu telefone não pára de tocar
Ela se irrita
Ela sofre, sente
E em poucos minutos transforma
no momento mais legal.
Rola o momento apoio,
para começar o dia bem.
É até dificil escrever sobre ela,
É muita coisa sobre,
É muita coisa pra,
Ela é isso tudo,
Uma pequena grande mulher.

Dois velhos saindo.

Eles combinaram de sair, foram tomar cerveja. E assim foi a sexta-feira ensolarada, nada melhor que um boteco no fim da noite, com um copo americano e cerveja dentro. Assim a noite deles começou, com muita alegria. Eles tentam se conhecer, revelando experiências. Ao mesmo tempo de certa forma, eles se defendem, eles gostam de esconder. Portanto eles sempre acabam no campo do abstrato, é mais fácil falar do que não é real. Mas é preciso comentar que o papo preferido deles é o amor, eles adoram filosofar sobre isso. É a grande dificuldade deles. Amar. Um faz escolhas corretas, mas têm medo de seguir adiante e se arrepende as vezes. Ele curte um fantasia que ele se basta. Pois é quem sabe, ele que está certo, né. Já ela quer ir adiante, viver o amor, mas infelizmente não sabe escolher. Ela é uma pessoa intuitiva, mas não escuta, e aí se frusta. A noite foi rolando, as risadas também e mais que derrepente um outro companheiro chega a mesa e conta lindas histórias sobre ídolos, e depois se vai. Pois é o bar fechou e eles queriam curtir.Foram dançar, ver gente, encontrar amigos, e foi bom. Esses dois velhos de formas distintas gostam do bloco do eu sozinho. Um deles já amadureceu essa ideia, ela tenta ainda. A noite terminou os dois meio bêbados, rindo à toa e da vida.

Ao grande amor da minha vida.

Ao meu pai,
Aquele homem que com 9 anos,
começou a trabalhar para lutar,
E ter um vida melhor.
Aquele alto, magro que quando chegava,
Assoviava e eu ia correndo encontrá-lo.
Então ele me pegava no colo,
E com todo carinho,
Me dava um beijo na testa.
E dizia: Essa é a menina do papai.
Quanta admiração guardada.
É muito amor.
Eu cresci, estou me tornando uma mulher.
Mas é impossível esquecer todo o meu amor.
As melhores lembranças da minha infância,
Você está nelas.
Te amo, pai.

Vê se tu gosta.(em homenagem a Flávio Junior)

Eta, vida!
Será que vai ser sempre assim?
E aí meu irmão?
Ligo para ti,
Que já sabe,
Que conhece essa aflição,
Que conhece a dor do sofrer.
Que sabe que a cada dia,
Quando a rotina se estabelece,
A vontade de fugir aumenta,
De transcender, de viajar,
De partir...
Quanto a gente está junto,
até penso que vale a pena,
continuar tentando.
Nós sabemos que viemos para,
Tentar, tentar, tentar.
Mas que vontade louca de voltar,
Ela as vezes domina.
E a frustação de não poder,
Que não é tão fácil;
Quanto pensamos
É que nos consome.
E consome também saber,
dessa responsabilidade que,
deveríamos ter...
Eu tenho tanto a mais para ti dizer,
porém nesse exato momento,
Acho que as palavras estão se esvaindo...
A conformação com nossa situação,
É que nos mata.
Não se isole, é melhor sofrer junto
Como dizia meu poetinha.
Por hoje é só.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Homenagem ao meu Poetinha.


Soneto da Mulher Ideal- Vinicius de Moraes.

Pra fazer poesia
Tem que ter inspiração
Se forçar ..
Nunca vai ficar boa

Se nao..
É como amar uma mulher só linda
E dai !??

Uma mulher tem que ter alguma coisa alem da beleza
Qualquer coisa feliz
Qualquer coisa que ri
Qualquer coisa que sente saudade

Um pedaço de amor derramado
Uma beleza ...
Que vem da tristeza
Que faz um homem que como eu sonhar

Tem que saber amar
saber sofrer pelo seu amor
E ser só perdão.

E já foi o primeiro.

O dia raiou e ela acordou, cheia de sono, com roupas a lavar, livros a ler, papéis a escrever... coisas a fazer. E ela o que queria? Somente curtir o ócio deitada pensando, sonhando e dormindo. Ela sabe que não pode; precisa tocar a vida, está escolhendo o ritmo que dará o inicio, a mais um belo dia.Hoje ela vai começar com Elis, " Como nossos pais", é a sua música preferida.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Toque de carinho.

Que coisa boa,

O nosso carinho,

O nosso afeto,

Como a gente se faz bem.

Sinto você como uma brisa gostosa,

que acaricia meu rosto.

É tão gostosa a saudade que sinto,

de poder lhe dar um abraço,

e você me apresentar a mais um hit legal.

Tenho muito pra te contar,

das muitas coisas que vivi e senti,

vão ser noites banhadas a vinho e vodka,

Só conversando.

É parei para escrever para você,

Precisei das palavras.

Queria que você soubesse do apreço,

Que tenho por você.

É grande, viu

A madrugada

E assim ela chega com calma sorrateiramente,

Como se mais nada pudesse trazer,

Então derrepente, não tão derrepente assim.

A notícia triste chega,

A preocupação, a aflição vem atrás.

Nada posso fazer somente lhe ouvir.

A vida é feita de altos e baixos,

Escolha a forma que você gosta de andar.

È nessa hora que o riso me toma,

É a chegada da hipocrisia.

A maioria pensa que andar por cima é melhor,

Pois a vida ensina que o melhor lugar está em baixo,

Com os pés fincados na terra, a caminhada deve ser devagar,

Para que o tropeço nos pedregulhos e nas menores pedras que a vida têm,

Não seja grande e avassalador.

Talvez pela sua arrogância nem perceba,

O quanto elas machucam,

E quão podem continuar machucando.

Pensar às vezes é um exercício pouco cultivado,

Muito falado, com certeza, é bonito dizer que pensa.

Quem não quer ser um grande pensador?

E o que é isso?

Será que o grande pensador não é aquele,

Que com toda simplicidade consegue,

Mudar sua vida, ressignificar o que estaria sem sentido.

Estaria então enaltecendo a reflexão pessoal?

Sim, por acreditar no mundo de possibilidades,

Que pela falta desse pensamento, fica-se cego.

Pois é,

São alguns pensamentos agrupados,

de uma madrugada interrompida.

Sentimento livre.

Eu observo você,

Vejo o seu jogo corporal,

Aliado a um palavreado bonito

Como ele seduz...

Altos papos, muitas reflexões.

Vida que surge e que se transforma.

E que nos alivia.

Gosto de olhar para você,

É bom sentir seu cheiro,

Ver que você está em mim

E eu em você.

Como é bom esse momento,

Quando te vejo,

E você me larga o melhor sorriso,

Com o beijo mais gostoso.

E naquela fração de segundo,

Dá-me o abraço mais envolvente,

Libertando-me de qualquer prisão.

Ê sentimento bom.

Ansiedade

Ansiedade
O que ela faz comigo?
Porque essa intensidade?
Desorganiza ou desintegra?
Cansa...
As vezes, a impressão que dá,
É que a loucura está batendo para entrar,
Como se ela já não habitasse em meu ser.
Toc... Toc...
A pressão no peito é constante
A falta de ar também,
Meu corpo evidencia a presença dela.
E eu?
O que faço?
Que caminho dou a ela?
Perguntas talvez inúteis,
Ela faz parte de mim.
E de nós.

Papo de dois velhos.

Dois jovens num corredor a conversar sobre a vida, tentando abstrair o cotidiano, as vezes até filosofando a vida e o amor. E o que é melhor, não chegam a nenhuma conclusão e achando um máximo não chegar nela. Até que em um momento, ele define o fim como uma coisa positiva, e ela se assusta ainda tem medo desse fim, porque sempre alguém perde e esta continua cansada de perder. Ele parece que entende do amor. O que está nos olhos dele é uma vontade de simplesmente viver! Ela está num momento de questionamentos que são aparentemente iguais do que ele não quer mais saber , mas ele reflete com ela. Ela está digamos um tanto desencantada. Então ela fala de um amor construído. O que seria isso?É um amor que arde, envolve, enlouquece acompanhado do tempo que vive intensamente para os dois. Um coisa bonita desse encontro, foram duas almas acho que amigas, se percebendo nesse mundo, trocando ideias, olhares e vendo que tem muito mais em comum do que poderiam pensar, e rindo das suas próprias velhices.

...

Nossos mundos são tão diferentes.A gente se olha, se enxerga. As identificações rolam soltas.O carinho que nasce é tão gostoso, é um carinho sentido, falado. Estamos aí. Vivendo, experimentando, se curtindo até o limite do nosso desejo. Percebo que meu limite é maior que o seu, você vive demais e eu de menos, porém sentimos a mesma vibração. É uma forma diferente de sentir é através do olhar.Não tem nome isso e o melhor é que nem precisa.

Pra começar.

Quero aqui colocar tudo. Não importa se for tudo junto ou misturado; todas as sensações, sentimentos e experiências colocados em palavras. Será que dá?Num sei é isso que vou tentar fazer. Dar voz ao que guardo.