Hoje vai ser diferente o texto, não vai ser poético, aliás não vai tentar ser, né. Porque eu mesmo de poeta nem tenho cara. Hoje vou falar, de agora..dos momentos que de vez em quando a gente vive, de raiva, angústia. A PORRA da ansiedade para que as coisas aconteçam, que o telefone toque e seja o carinho que se está aguardando, ou a proposta esperada. E aí você pensa que vive um vazio, mas está vivendo mesmo o cheio. O cheio de coisas dentro de você que começam a incomodar, e tudo passa a irritar. Limite de frustração: 0..... o telefone no silêncio. Falta do que fazer? Impossível, pilhas de atividades. Cabeça rodando na procura do que não se tem, precisando desabafar não sei o que, mas sabe o destino que quer chegar. As pernas balançam...mas não dançam. Num sei, fico viajando aqui no meu quarto e pensando, será mesmo que estamos na era do vazio? Será? Eu penso que estamos na época dos lotados, super lotados...Penso no vazio como o momento da incógnita, onde tudo está tão confuso que é melhor dizer que está vazia, do que com um balde de lamentações ou entupida de lixo que são emanados pela vida que se escolhe viver. Pois é eu me pergunto. Eu admito, que eu sinto vazio dentro de mim, me sinto só, me sinto incompreendida. Porém me sinto perdida no mundo de milhões de possibilidades, onde não consigo escutar meu próprio desejo porque está massificado em cima de milhões de outros impostos. E eu? Nesse meio, penso o que?, faço o que?, gosto do que e o que é que eu quero? São perguntas que faço sempre, sou crítica mesmo. Doidera. Prazer e dor, unidos num só corpo.
quinta-feira, 10 de março de 2011
O momento liquidificador.
terça-feira, 8 de março de 2011
O veneno crítico escorreu.
É carnaval. É pula-pula. É alegria. A diversão das cores misturadas. Iludidas de serem uma só. De representarem um só povo, que na realidade são vários povos num só espaço por um pouco tempo, que fingem que se agüentam e contam a felicidade daquele momento. E pra que a total embriaguez? Muitos nem mais as cores enxergam. É o tempo da fantasia ir a rua. É o tempo que a peça mais ridícula entra na brincadeira como sendo artigo de luxo. É eu sei que a crítica está pesada, que talvez seja por que não sou fã do carnaval. Admito. Mas tenho pena dos milhões de brasileiros que vivem uma ilusão do ano inteiro que o carnaval é a época onde todos são iguais. Quando muitas vezes o intuito dessa festa é Beber, Cair e Levantar. Realmente eu não consigo captar a tamanha graça disso. Beijar mil? Ser quem você quiser? Só me vem na cabeça uma besta alienação de 10 dias no ano, da qual muitos brasileiros fazem mil e uma peripécias. É, uma luz vem na minha cabeça, que isso faz parte da cultura. Afinal de contas a meu ver, a cultura do povo que vive na ilusão e sobrevive na realidade. Do povo que vive da imagem, da aparência, muitas vezes parece só gostar de se mostrar através da cara, do corpo e não do conteúdo. A fantasia imagética ilude muitos habitantes com uma vida melhor, que elas só vêem na televisão, que domina suas subjetividades. Povo que vivencia a dureza de cada dia, aparentando não ter mais vontade de entender o significado da palavra sonhar. Acho que se pudesse e tivesse mais paciência escreveria linhas e linhas críticas, contra essa época do ano. Sei que este texto não agradará, porém vivo no tempo da liberdade de expressão.
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