É o dia raiou, e ela muito sonolenta tentou acordar, do sonho confuso que se passava em sua cabeça, talvez fosse à realidade dela. E ela foi tentando abrir o olho, tentando escutar o que pensava, tentando conectar com que ela precisava fazer. Mas ela está vivendo um forte sedentarismo, poucas coisas lhe dão prazer e lhe instigam a sair da inércia que está mergulhada, há tempo. Tem dias que a maquiagem usada disfarça a cara de insatisfação, de tédio que lhe é peculiar. Ela gostaria de desejar mais, mas esta já se cansou, não sabe escutar o seu próprio desejo, por tempos de sua vida simplesmente agia, pensar era desnecessário naqueles momentos, mas hoje vê as conseqüências da falta de pensamento... E parece que ficou lá parada; pensando em tudo que não pensou e deveria ter pensado. Ela vive com um incomodo no peito, que todos dizem a ela que traz mudanças, mas ela já perdeu a esperança... É isso, é o real no fundo dela, não há esperança...não há fé. Já existiu isso mas foi corroendo e hoje tem muito pouco. Ela desconfia disso, mas prefere não encarar, porque não agüenta, porque antes ela sempre representou ao contrário, mas para ela a perda, as quedas, as muitas insatisfações foram deteriorando isso. E hoje pensa somente em se manter pelo menos, ela sabe que o conto de fadas que tudo sempre dá certo é mentira, as adaptações sempre ocorrem isso sim, e as pessoas adoram brincar do jogo do contente, nem sempre o melhor acontece. Mas temos que viver, como dizia Clarice apesar de...temos que viver e morrer.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Sem nome
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