durante muito tempo, vi que as palavras estavam sempre faltando em minha boca em meu corpo para que pudesse falar, expressar sobre qualquer coisa, sobre qualquer dor. elas realmente não estavam lá, não houve espaço para elas, por uma dificuldade de lidar com elas, uma impossibilidade de assumir a responsabilidade que com elas estavam implicadas.fingi que não vi, que não senti, que não doeu. e aí surgiu a armadura de ferro, o melhor dos sorrisos para fantasiar em cima das feridas que passaram a vida escorrendo e nunca foram tratadas...ou sequer olhadas para serem percebidas como buracos no meu ser que não podem ser tapados, e sim falados, e que fazem parte de mim da minha história, e me proporcionaram ser quem eu sou. se deu certo ou não, não quero mais saber, cansei de respostas, principalmente as fáceis, eu já as conheço. digo e repito, estou indo atrás do que sou, onde não penso e buscando, inventando palavras. criando! a oportunidade está sendo dada, de forma singela mas necessária, cansei de viver nessa prisão do meu eu.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
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