sábado, 27 de novembro de 2010

Uma nota.

Ela parece que está resistindo escrever. Hoje, aliás, desde ontem ela optou por si, para o que ela queria realmente fazer. Bebeu, se reuniu, conversou e fez isso até quase às três da manhã, foi diferente, original. No dia seguinte, ela decidiu que a melhor companhia seria ela mesma durante o dia, e passou a conversar com seus pensamentos, se conhecendo, e percebendo como era boa a sua companhia. Ela tinha muita desconfiança, que adorava ficar em sua companhia, mas o sabor foi diferente. O som foi nas alturas, estremeceu os vidros, e seu corpo agitou, e jorrou sensualidade há tempos escondidas, dançou. A felicidade lhe tomava a cabeça, estava sentindo o gosto da paz de espírito, pelo menos era assim que pensava. Foi um dia diferente, para ela representou um dia repleto de significado e de vida.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Pensando no sentido...

As vezes, a vontade de escrever, parece um germe agoniante dentro de você, não dá para fazer nada, enquanto você não escrever. O sono, nesse momento, está avassalador. Mas quem é que pode com o pensamento?
Sobre o sentido da vida, qual seria ele?
Essa questão está sendo extremamente levantada, principalmente por aqueles, que pensam a vida não tendomais sentido. Uma outra pergunta vem a minha cabeça: Que sentido é esse tão idealizado?
Poderíamos levantar a hipotese de ser a capacidade de constituir relações, construir vínculos, sentir prazer, amar,chorar, sorrir, comer, transar, viajar, ou quem sabe simplesmente pensar. Quem lê, deve achar que são coisas bem comuns que qualquer humano poderia fazer e encontrar o seu próprio sentido nelas, mas existem momentos que o mais simples, perde a graça. Alguns valores andam de certa forma subvertidos como por exemplo: Porque o sentido deve ser materializado, numa pessoa ou objeto. Acredito no colorido da vida com o verbo estar, por exemplo:
Estou comigo,
estou contigo,
estou vivendo,
estou amando,
estou sorrindo,
estou chorando,
estou ansiosa,
Entre muitos outros Estou's que fazem parte da vida, a ideia de passagem é essencial, ao contrário de possuir, ter, cristalizar...
Penso que, quando o ser humano não consegue abstrair, simbolizar, fantasiar, manter a fonte do desejo viva; as coisas passam a dominá-lo. Indo de encontro com o concreto. Quero dizer, que o sentido na vida, não será nunca nada palpável e sempre inconstante, precisando ser renovado. A possibilidade de criar novos sentidos é a chave da questão, que dá energia pra gente continuar. Pensar na finitude, não dá barato e não traz nada de positivo, ela existe, talvez você só esteja aqui, devido a existência dela. Não deixar que ela seja o centro de sua vida é essencial, isso pode ser um sentido e tanto não acha? A falta, o limite é bom que eles estejam presentes, serão o material que você vai utilizar para construir e quando bem trabalhados, pensados te levam para muito além do que se pode imaginar. Existe muito mais sentido que qualquer olho humano possa enxergar, este atravessa o corpo e quando permitimos, preenche-nos por inteiro. Pois é, essas são as palavras que me tiraram dos braços de Morfeu, acho que por hoje é só.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

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Pensamentos sobre a peso das palavras..andam acontecendo.Eles andam tomando minha cabeça, tipo será que eu tenho noção do peso delas, e será que os outros têm? Perguntas inúteis como vou saber o que passa na cabeça das pessoas...impossível...
o que ando sentindo é uma superficialidade no sentimento das palavras... Um " Eu amo você" tão vazio, amor, amizade.... entre outras. Isso vem de um comportamento moderno de se relacionar, os vínculos de hoje são frágeis e só servem, para nos levar em contato com a frustração desnecessária, pensamos que nos libertamos do outro e nos aprisionamos em nossa solidão
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É tem dia que a gente acorda, e dá para optar se vai querer ser feliz naquele dia ou não...a gente até decide...até faz o voto.Mas quando a gente menos espera ela aparece, e pronto. A tristeza lhe deu bom dia, e você pensou em dizer tchau...coitada. Pensa que é fácil...as vezes a tristeza lhe conhece, melhor do que alegria, porque em muitos momentos a alegria é só fachada, de uma profunda tristeza, que já vem de base.Mas andam dizendo que o esforço é o que vale a pena....vamos ver!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

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tô com vontade de dizer que te amo. tô com vontade de dizer que estou com saudade de você.tô com vontade de sentir sua presença.mas só o que sinto é a sua ausência.a tristeza de não estar com você.E ela vai passando por todo o meu corpo,veias, artérias, até os mínimos cantinhos evidenciam a falta que estou sentindo.mas você está muito longe e meus braços tão pequenos para lhe acenar.outras pessoas,outros sons, outras batidas,outras vibes...lhe encantaram.infelizmente só queria sentir que naqueles poucos momentos a singularidade era real, mas seu vocabulário é plural.meu olhar ao fundo lhe observa com muito carinho porém minha boca não consegue mais dizer uma só palavra.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

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durante muito tempo, vi que as palavras estavam sempre faltando em minha boca em meu corpo para que pudesse falar, expressar sobre qualquer coisa, sobre qualquer dor. elas realmente não estavam lá, não houve espaço para elas, por uma dificuldade de lidar com elas, uma impossibilidade de assumir a responsabilidade que com elas estavam implicadas.fingi que não vi, que não senti, que não doeu. e aí surgiu a armadura de ferro, o melhor dos sorrisos para fantasiar em cima das feridas que passaram a vida escorrendo e nunca foram tratadas...ou sequer olhadas para serem percebidas como buracos no meu ser que não podem ser tapados, e sim falados, e que fazem parte de mim da minha história, e me proporcionaram ser quem eu sou. se deu certo ou não, não quero mais saber, cansei de respostas, principalmente as fáceis, eu já as conheço. digo e repito, estou indo atrás do que sou, onde não penso e buscando, inventando palavras. criando! a oportunidade está sendo dada, de forma singela mas necessária, cansei de viver nessa prisão do meu eu.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

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Você se esconde atrás de máscaras, que já perderam as cores. Vejo no seu rosto o medo e a vontade de saborear do mel que termina no mais puro doce. Você ainda é muito jovem, não entende disso. Ainda brinca de amor, de bonecas, de bonecos e carrinhos. E eu construo amor.Hoje não, mas vai ver um dia, e com certeza será tarde, mas servirá de lição pelo menos para uma criança que pensou na brincadeira de amar.

Sem nome

É o dia raiou, e ela muito sonolenta tentou acordar, do sonho confuso que se passava em sua cabeça, talvez fosse à realidade dela. E ela foi tentando abrir o olho, tentando escutar o que pensava, tentando conectar com que ela precisava fazer. Mas ela está vivendo um forte sedentarismo, poucas coisas lhe dão prazer e lhe instigam a sair da inércia que está mergulhada, há tempo. Tem dias que a maquiagem usada disfarça a cara de insatisfação, de tédio que lhe é peculiar. Ela gostaria de desejar mais, mas esta já se cansou, não sabe escutar o seu próprio desejo, por tempos de sua vida simplesmente agia, pensar era desnecessário naqueles momentos, mas hoje vê as conseqüências da falta de pensamento... E parece que ficou lá parada; pensando em tudo que não pensou e deveria ter pensado. Ela vive com um incomodo no peito, que todos dizem a ela que traz mudanças, mas ela já perdeu a esperança... É isso, é o real no fundo dela, não há esperança...não há fé. Já existiu isso mas foi corroendo e hoje tem muito pouco. Ela desconfia disso, mas prefere não encarar, porque não agüenta, porque antes ela sempre representou ao contrário, mas para ela a perda, as quedas, as muitas insatisfações foram deteriorando isso. E hoje pensa somente em se manter pelo menos, ela sabe que o conto de fadas que tudo sempre dá certo é mentira, as adaptações sempre ocorrem isso sim, e as pessoas adoram brincar do jogo do contente, nem sempre o melhor acontece. Mas temos que viver, como dizia Clarice apesar de...temos que viver e morrer.