quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Mais uma vez reticências...

Quase que menina,

Quase que mulher,

Passando, andando,

Vivendo.

E dentro do peito carrega a mais fina flor e dor.

Que espera o momento para sair.

Flor essa que alimenta sua alma.

Que mostra a beleza de cada dia,

De poder acordar o ver o sorriso doce de uma criança,

De ver a vida mudar,

E essa dor mais que pesar.

Construindo buracos.

Faz o rombo, sem deixar nome, telefone e endereço.

E ela que mergulhe nas profundezas do mar subjetivo

Para descobrir os porquês, caso isso seja possível.

As alternâncias do ser.

É com elas que se vive.

Experimente.

Procura.

Palavras, cadê vocês?

Sumiram?

Não façam isso comigo.

Não me deixem só.

Vocês me ajudam a pensar e a mudar.

È o buraco do redemoinho,

E aquela menina olhando para ele,

Pensando, me jogo ou não?

Será que dá? Será que posso?

E aí o tempo dela paralisa,

Ela se cansa de tantas repetições,

Dúvidas infinitas, e o propósito?

Sofrer?Crescer? Amadurecer?

Palavras venham ao meu encontro.

Não sei onde as escondi,

Espero que não as tenha perdido.

Quero ver vocês tomando formas,

As minhas formas.

E vejo que continuo no círculo do meu umbigo.

O sentido do olho


O olhar

que te cuida,

que te acaricia,

que te entende,

que te faz crescer,

que junto com o seu olhar,

constrói o seu real,

que lhe limita também,

afinal de contas o real é feito disso.

o profundo olhar,

que na maioria das vezes não faço questão de enxergar

mas sei que ele está lá.

me olhando,

me percebendo

você se inscreveu em mim,

com sua humildade e respeito

aliada a uma perspicácia nata,

esperando o exato momento de falar.

o espaço é seu, você construiu.

o bote é meu, mas permito você guiar.

você merece.